Projecto agro-florestal em Moçambique
Após a guerra civil a agricultura nesta área tinha virtualmente terminado, o acesso aos cuidados médicos, educação, emprego, mercado e crédito eram muito limitados ou inexistentes, a escassez de alimentos contribuía para a propagação de doenças e mal nutrição.
O projecto operacionalizado ocupa uma área piloto de 35 000 ha na zona tampão do Parque Nacional da Gorongosa. Prevê o trabalho com as comunidades na reabilitação da floresta na sua área e na introdução de práticas agrícolas sustentáveis, tais como o plantio de espécies fixadoras de azoto. Estas novas práticas têm tido um efeito significativo nos rendimentos das colheitas de culturas como a castanha de caju e fruta, e garantem uma subsistência saudável para cerca de 1 000 famílias.
Centenas de outros camponeses tornaram-se guardiões das novas florestas através de contratos que lhe garantem rendimentos das vendas dos créditos de carbono transaccionados.
Os fundos provenientes da venda do carbono contribuíram fortemente para a segurança alimentar e um desenvolvimento económico sem precedentes. O reflorestamento ajudou na angariação de fundos para projectos comunitários tais como escolas e outros negócios como a produção de mel, criação de animais e a produção de mobiliário que se estabeleceram com o suporte das vendas de carbono e ajuda financeira da União Europeia.
Já foram reabilitados cerca de 30 000 ha de floresta comunitária, o modelo vais ser adoptado por outras três comunidades da zona tampão, cada uma com cerca de 50 000 ha. Estão igualmente a ser implementados no Senegal e Sudão projectos similares, trazendo esperança para as comunidades cujos recursos naturais representam a sua base económica.
Este projecto cumpre os requisitos da Plan Vivo.























































